É uma das condutas terapêuticas que fazem parte da medicina tradicional chinesa (MTC). Consiste na aplicação de agulhas finas e descartáveis em pontos ao longo do corpo com o objetivo de promover um livre fluxo de energia, chamado de Qi (Chi) pelos chineses. O bloqueio no Qi ou energia, para nós ocidentais pode ser facilmente interpretado como um bloqueio na circulação sanguínea, ou alterações no tecido nervoso ou conjuntivo. Eles podem se manifestar como dor, edema, fraqueza, sensações de calor e frio ou mudanças de tonalidade da pele de acordo com a medicina tradicional chinesa.
A escolha dos pontos e a aplicação das agulhas se dá somente após o profissional identificar os fatores de desequilíbrio do paciente. O procedimento não deve ser dolorido ou traumático para o paciente e o tempo pode variar de 15 a 25 minutos. É um tratamento totalmente seguro e com raros efeitos adversos. Os cientistas têm opiniões diferentes sobre como funciona a acupuntura, mas em resumo, ninguém tem certeza. Pesquisas na área da neurologia e exames de imagem modernos estão mostrando dados importantes que devem nos fazer entender melhor essa prática.


Para os Chineses a acupuntura já tem por si só sua própria validade, já que vêm sendo utilizada historicamente no seu país para tratar as mais diversas condições de saúde, seja uma simples dor ou algumas grandes epidemias há milênios.
O pilar da acupuntura é tratar cada sujeito como único. Sempre que é respeitado essa visão se espera que o equilíbrio geral sistêmico seja restaurado, é o que nós ocidentais chamamos de estado de homeostase.
O fisioterapeuta Regis Santos realizou pós-graduação latu senso em Acupuntura e MTC, vêm trabalhando com essa técnica há quase uma década. Ao longo do tempo têm associado a acupuntura à fisioterapia e aos exercícios terapêuticos.